Thordezilhas: Vespertino, o festival da primavera.

Salve, Marujada!

Estamos na primavera! E o Universo Simulado esta louco para  celebrar o Vespertino! Após o lançamento do Carnaval  e do Alva , chegou a vez de conhecermos mas um importante festival de Alexandria: o Vesperino, festival da primavera dedciado a Branwen. E desta vez, quem empresta suas letras para a criação do evento é a própria capitã Mônica de Faria, a intrépida editora do livro Thordezilhas Rum & Sangue. 

 

O Vespertino é a festa dedicada à Branwen, deusa dos feéricos, a principal dentre as comemorações desses povos dedicadas aos deuses juntamente com o Alva, — dedicado a Mitra, — e o Diúculo, — a Baal,  que atualmente é tido como Belzebu.

Diferentemente do Alva, surgido a partir da segunda vinda de Mitra, as celebrações à Deusa datam desde a Era Antiga, mantendo vários elementos usados pelo extinto império feérico de Scalon até os dias de hoje, comemorando o fim do período frio e agradecendo pela colheita e fertilidade do início do calor. Os festejos ocorrem por quase toda Alexandria em maior ou menor intensidade com pequenas modificações de região para região.

As comemorações tem início no dia 30 de Branwdário, no momento que o sol está mais alto no céu, quando se acredita que há a maior distância entre a Ordem e Caos, abrindo espaço para a Neutralidade. Os participantes enfeitam as portas e janelas das casas, assim como a si mesmos na cabeça e cintura com coroas e cintos de flores, priorizando a flor de cerejeira — considerada a flor símbolo da deusa e da primavera — e folhas. Amarram fitas nos galhos das arvores com pedidos e agradecimentos à Deusa enquanto entoam canções alegres enquanto as crianças cobrem-se de flores e pedem regalos. É montada e acesa a tradicional fogueira – ou fogueiras –, onde os druidas realizam seus ritos queimando ervas recitando encantos de agradecimento e proteção. Findados os ritos, há uma grande festa com dança, música e um grande banquete com bolos, frutas, sucos e vinhos. A comemoração acaba quando a lua atinge seu zênite, nesse momento a fogueira é apagada e cada participante recolhe em absoluto silêncio um punhado das cinzas levando-o consigo para espalha-lo em frente de suas casas.

Os feéricos costumam pular a fogueira do Vespertino pedindo a benção de Branwen, também faz parte durante a festa plantar uma árvore de cerejeira em nome da deusa. Casais habitualmente pulam a fogueira e plantam a árvore juntos, desejando que do seu amor floresça.

No banquete, os feéricos valorizam a cereja a evidenciando como a fruta representativa de Branwen, assim como o pêssego representa Mitra. Ao lado da cereja, a preferência por demais frutas vermelhas como morango, framboesa, mirtilo, pitanga, amora e groselha, ligando à deusa a cor vermelha capaz de simbolizar suas duas facetas, tanto da intensidade, paixão, fertilidade e magia, quanto da energia, agressividade, violência e vingança.

Tradicionalmente é proibido consumir carne durante o Vespertino, entende-se que a homenagem à Branwen é uma homenagem à vida e ao amor, portanto sacrificar qualquer tipo de animal seria heresia.

O Vespertino por Alexandria

– As comemorações são proibidas em países de dominância da Santa Igreja, como Castelha, Versalhes, Santa Lúcia e Lusitan. Destes, apenas em Lusitan pode-se encontrar algum vestígio de festejo ocorrendo às escondidas;

– Em alguns locais de Nova Camelot é possível encontrar festejos do Vespertino, principalmente em pequenos vilarejos, porém, são realizados de forma mais discreta e em lugares afastados;

– Países que têm em Branwen sua principal divindade, como Fhaeron e Shideron, tem no Vespertino sua principal festa do ano. Praticantes mais tradicionais ainda costumam inserir o ato sexual ao fim do rito (não como obrigatoriedade), em homenagem a perpetuação da vida;

– Exatamente como no Alva para os humanos, Sereianos percebem o Vespertino como uma oportunidade de festa, sexo e infiltração na sociedade feérica.

– Os brucutus ignoram completamente a restrição à ingestão de carne no Vespertino, o que desagrada os feéricos mais tradicionais.

– O festejo ocorre às escondidas por poucos seguidores em alguns países do Danúbio.

– Os syrrâneos a comemoram o Vespertino com mesmo afinco que os demais povos feéricos.

 

Escrito por Mônica de Faria

Fã de torta de cereja, morango e mirtilo com chocolate branco e geleia de pitanga.

Agradecimentos ao Capitão Luiz Claudio Gonçalves — que eu sei ter paixão por suco de pitanga — por me desafiar e ao contramestre e cozinheiro David Dornelles — que nunca provou cereja e acha que mirtilo não existe – pelas dicas e incentivo.

 

 

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