Thordezilhas: Alva, o natal de Alexandria.

Esta semana celebramos o Alva, o mais importante feriado de Alexandria e, para homenagear este importante momento, decidimos apresentar um pouco mais sobre a festa do aniversário de Mitra.

1- O ALVA 
O Alva é a celebração do nascimento de Dirceu, um humilde pescador da atual Versalhes que se descobriu uma reencarnação de Mitra quando ergueu o martelo do Grande Deus contra os dragões que assolavam o mundo.

Seu nascimento tornou-se o marco do calendário ocidental. Onde cada Era começa com uma encarnação do Grande Deus. Com efeito, estamos em 1642 da Segunda Vinda do Nosso Senhor Mitra. Após sua morte, a população versalina começou a celebrar seu aniversário e logo a festividade lastrou para outros reinos.

A cerimônia começa com uma vigília na madrugada do dia 24, quanto os alexandrinos preparam o banquete em completo silêncio. Quando os primeiros douros dissipam o lúgubre noturno, fazendo nascer a aurora do dia 25, a população aplaude vigorosamente o astro-rei e inicia sua celebração com comida, música, dança, vinho e troca de presentes. A festa finda apenas quando o sol se deita no crepúsculo.

Muitos iniciam o Alva comendo maçãs, acreditando que a fruta, considerada sagrada, atrai boa sorte. Alguns alexandrinos dividem sua mesa com os menos favorecidos, praticando uma das mais eficientes formas de heroísmo: a solidariedade.

2-CURIOSIDADES SOBRE O ALVA 
• Tradicionalmente os reinos do Danúbio não celebram o Alva. A nobreza de Allaman – um dos reinos Danúbio aliado de Nova Camelot – tentou instituir a celebração, mas foi rejeitado pelo povo que não viu sentido em celebrar o Alva em uma terra sem sol.

• No calendário revolucionário de Marselha, o Alva é celebrado no dia 20 de Nivoso e é conhecido como o “Nascimento do Sol Consciente”. Oficialmente a celebração seria cancelada sob estigma de celebrar valores antiquados, mas a população rejeitou a opinião dos doutos e o Alva continua nos moldes versalhinos.

• A Santa Igreja critica o gosto brucutus por celebrarem o Alva com churrasco, música alta, obscenidades e disputas de luta. “Bárbaros não possuem o necessário para compreender o Alva”, afirmou certa vez o Papa Richelier. Os brucutus não se importam e continuam celebrando Mitra com farras vigorosas.

• A maçã é uma característica marcante do Alva castelhano. A fruta está presente em praticamente tudo da festa: jogos, enfeites, doces, licores, entre outros…A Santa Igreja critica esta tradição explicando que a Maçã foi a fruta criada por Branwen para seduzir Mitra. Apesar disso, nem o Papa ou a Rainha foram capazes de diminuir a importância da fruta nas celebrações.

• Para os feéricos a fruta sagrada de Mitra é o pêssego e não a maçã, como afirmam os humanos.

• Os feéricos de Alexandria possuem três feriados importantes: Alva, Vespertino e Dilúculo que celebram Mitra, Branwen e Baal – o deus caído que hoje chamamos de Belzebu. Dentre todas as datas comemorativas, o Vespertino é o mais importante deles.

• Os puritanos celebram o Alva e o Vespertino com igual importância. Sendo muito comum a utilização do pêssego em substituição da maçã. A festa, contudo, é bem mais austera, com proibições de bebidas alcoólicas, carne vermelha e música. Tamanha rigidez gerou protestos em Nova Camelot, acostumado a raiar o dia 25 com banquete, barulho e desfiles de cavalos. – Fazemos barulho, sim! – explicou um nobre do Concelho dos Cavaleiros de Anelore – e nossas palmas são os cascos dos cavalos.
A forte pressão popular fez o rei Baldhur VI ceder e permitir a celebração do Alva Versalino em um país cada dia mais puritano.

• Pucks não entendem a importância do Alva. Rejeitam completamente a vigília muda, mas apreciam o vinho, comida, música e presentes.

• Sereianos percebem o Alva como uma oportunidade de festa, sexo e infiltração na sociedade humana.

• Os ébanos não celebram o Alva. – Por que separar um dia para celebrar um evento magnifico que acontece o ano todo? – refletem indignados – O problema de criarmos um dia especial – explicou o filosofo Klagidor – é tornar todos os outros efêmeros.
A despeito disso, aprenderam a respeitar o ritual de outros povos e, quando são convidados, participam de todas as solenidades do Alva com o zelo de um devoto.

Agradecimentos
Um feliz Alva a todos vocês que leram, apoiaram e se aventuraram no mundo de Thordezilhas, Sabres & Caravelas. Obrigado por navegarem em sonhos. Algumas maçãs carameladas para Carlos “Combo” Pereira, Evelin Kiriny Zephirot, Mônica de Farias, Tathiane Finatti, David Dornelles, Felipe “Pep”, Felipe Gomes e a turma bacana da Redbox Editora. Que o Martelo do Grande Deus vos proteja e sua bravura nos inspire!

Paz, Crescimento e Força!

Oss!

2 comentários em “Thordezilhas: Alva, o natal de Alexandria.

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